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Thalita Rebouças Fala sobre Preconceito por Não Ter Filhos: “Refleti Muito”

  • Foto do escritor: Paulo Ferreira
    Paulo Ferreira
  • 10 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

A autora revelou enfrentar críticas por escrever sobre adolescentes, apesar de não ter filhos, e compartilhou como essa experiência a levou a refletir profundamente.

A autora carioca afirmou que as críticas por escrever para adolescentes sem ser mãe são preconceituosas. Ela comparou sua situação à de Raphael Montes, autor de literatura policial, que não enfrenta cobranças por escrever sobre crimes que nunca cometeu. "Durante muitos anos, fui muito julgada por escrever para adolescentes e crianças sem ser mãe. É o mesmo preconceito que se aplica a Montes, que escreve sobre homicídios sem ter cometido nenhum", declarou, referindo-se ao autor de "Jantar Secreto" e "Uma Família Feliz".


Thalita Rebouças destacou seu compromisso em defender a liberdade das mulheres da culpa por não terem filhos. Ela ressaltou que, hoje em dia, é mais fácil adotar essa postura do que era em sua época. "Sempre falarei sobre isso e farei o que puder para libertar as mulheres da culpa de não ter filhos e dos julgamentos que enfrentam", afirmou. Ela enfatizou que muitas mulheres de trinta e poucos anos, que cresceram com ela, agora podem tomar a decisão de não ter filhos com mais tranquilidade.


A escritora revelou que, embora tenha considerado a possibilidade de ter filhos, decidiu não seguir adiante após refletir profundamente sobre a maternidade. "Quando minhas amigas começaram a ter filhos e eu vi a complexidade envolvida, percebi que a maternidade não parecia ser para mim. Eu discuto isso no meu livro. Não sei se tinha vocação para educar, abrir mão de sair ou dizer 'não' tantas vezes. Perguntei a mim mesma: 'Será que eu realmente quero isso?'", contou Thalita.


**Primeiro Livro de Não-Ficção**


Em seu primeiro livro de não-ficção, *Felicidade Inegociável e Outras Rimas*, Thalita se afasta do público adolescente para focar na menopausa, um processo do qual afirma ter experienciado 72 dos 74 sintomas. "Se tenho o dom de escrever de forma leve, por que não usar isso para abordar a menopausa para mulheres da minha faixa etária, oferecendo um olhar mais leve sobre o assunto e ajudando-as a rir disso?", refletiu a escritora.

 
 
 

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